1 de fev. de 2012

Freiras de clausura rezam pela Igreja na China
Iniciativa envolve cerca de 530 conventos de clausura da Itália
            ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - As notícias sobre a situação da Igreja na China são preocupantes. Os padres Angelo Lazzarotto e Piero Gheddo, missionários do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (o Pime, que está presente no "Império do Meio" desde 1858), tiveram a iniciativa de envolver cerca de 530 conventos de clausura da Itália em uma campanha de orações: eles enviaram a cada convento o livro A Life in China (EMI 2011), que reúne as cartas do padre mártir Cesare Mencattini (1910-1941) comentadas pelo padre Lazzarotto, juntamente com duas cartas para as freiras explicando o porquê desta iniciativa.
           A Igreja na China "é hoje uma bela esperança para a Igreja universal e, especialmente, para a missão na Ásia, o continente em que vivem de 80 a 82% dos não-cristãos de todo o mundo", mas que "atravessa o momento mais difícil e decisivo da sua história recente, correndo até o perigo de cair num cisma, palavra que lembra outros momentos dramáticos e tristes na história milenar da Igreja de Cristo", escreve o pe. Gheddo, que, há mais de trinta anos, manda para conventos femininos de clausura os seus livros sobre as missões e sobre o trabalho do Pime.
           O pe. Angelo Lazzarotto, que já foi missionário em Hong Kong e é um profundo conhecedor da Igreja na China, graças às dezenas de viagens que fez ao país, falou brevemente, em declarações veiculadas pela Asia News, sobre a crise "desencadeada em 20 de novembro de 2010, quando as autoridades comunistas decidiram impor uma ordenação de bispos na cidade de Chengde, província de Hebei, sem o consentimento do Papa". "No verão de 2011, o governo impôs outras duas ordenações episcopais, uma no dia 29 de junho, em Leshan, na província de Sichuan, e a outra em 14 de julho, em Shantou, na província de Cantão, apesar de ter sido informado das razões pelas quais o papa não poderia dar a sua aprovação. Assim, a Santa Sé teve que declarar que os dois padres que concordaram em ser ordenados bispos contra as leis da Igreja tinham incorrido em excomunhão automática. A China protestou".
            "Infelizmente, o governo comunista não hesita em usar nem bajulação nem da violência física para atingir os seus objetivos. No ano passado, eles chegaram a mandar a polícia para forçar vários bispos a participarem da assembleia de dezembro de 2010 e também das ordenações episcopais. O governo criou para isto a Associação Patriótica Católica, que acaba marginalizando os bispos. Esse uso absurdo da força para impor determinadas opções religiosas desonra o prestígio da Nova China no mundo".
Vários observadores e estudiosos dizem que há facções de extrema-esquerda que estão tentando assumir o comando na máquina administrativa chinesa. Aliás, um importante congresso do Partido Comunista está sendo preparado para renovar a cúpula do poder.
             Quanto às perspectivas para a Igreja na China, "há necessidade, é claro, dos novos bispos", prossegue o padre. "Mas a Igreja no país está em emergência, porque faz 30 anos, com o fechamento de todos os seminários, que nenhum padre é ordenado. Hoje, os possíveis candidatos para o episcopado têm de 35 a 40 anos de idade. Falta experiência. Então, enquanto muitos bispos e outros delegados tentaram de todas as maneiras recusar a participação nos eventos mencionados acima, outros não foram capazes de resistir. É difícil saber até que ponto eles aceitaram de forma voluntária, porque muitas vezes a preocupação deles é garantir o funcionamento das infra-estruturas essenciais para a vida da Igreja, considerando que o controle das finanças diocesanas está nas mãos dos membros da Associação Patriótica. É sabido que muito dinheiro flui através da Associação para um crescente número de dioceses, paróquias e seminários. Por isso, quem não coopera com o governo acaba pagando um enorme custo financeiro. E, como sempre, aceitar o dinheiro significa perder independência".
               Neste contexto, "as diversas tentativas do passado para se chegar a um entendimento com as autoridades comunistas na China falharam, por causa da sabotagem das forças interessadas em manter o estado de conflito. Mas Bento XVI, como os seus antecessores, nunca perde uma oportunidade de expressar a sua confiança na Igreja presente na China, bem como a alta estima que ele tem pelo povo chinês e o seu respeito pelo governo que o guia". E "as autoridades de Pequim não ignoram o prestígio considerável da figura do Papa em âmbito internacional, e por isso repetem que elas também estão disponíveis para melhorar as relações com o Vaticano".
               "Um diálogo construtivo precisa ser fomentado, na minha opinião, no campo prático. As comunidades católicas querem trabalhar pela paz social e fazer os seus esforços para o bem comum. Mas tem que ser assegurado que a Igreja possa operar de acordo com as suas tradições. Na escolha dos candidatos ao episcopado, é essencial que sejam sacerdotes adequados, em termos de requisitos pessoais e eclesiásticos. Não podemos aceitar que entidades impostas pelo Estado e estranhas à estrutura da Igreja se coloquem acima dos bispos na liderança da comunidade da Igreja. Isto foi dito claramente pelo papa Bento XVI".
                Para que se consiga chegar a um acordo válido e duradouro, o pe. Lazzarotto considera que "é preciso acontecer um verdadeiro milagre. Precisamos de uma cruzada de oração, sabendo que nada é impossível para Deus. O papa Bento XVI tem feito apelos reiterados aos católicos de todo o mundo para se juntarem à invocação dos irmãos e das irmãs da República Popular da China. Eles têm uma grande fé na Virgem Maria, que é venerada em muitos santuários, especialmente em Sheshan (perto de Xangai), onde ela é invocada como Auxílio dos Cristãos. O papa convida os católicos a pedirem a intercessão de Maria para "iluminar todos os que estão em dúvida, reconvocar os que se desviaram, consolar os que sofrem e dar força para aqueles que são atraídos pela sedução do oportunismo".
Pe. Piero Gheddo

Fonte: Zenit - acesso em 01/02/2012

14 de jan. de 2012

Agenda da Pastoral Vocacional 2012




Agenda da Pastoral Vocacional                                
                                        2012

A Pastoral Vocacional promove todo ano os Encontros Vocacionais Diocesanos, sob coordenação do Pe. Anderson Frezzato. O objetivo dos Encontros é ajudar os vocacionados a discernir a vocação a que estão sendo chamados por Deus. Os Encontros acontecem uma vez ao mês. 




Data
Local
Fevereiro
Dia 26
09:00 h – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Março
Dia 25
09:00 h – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Abril
Dia 22
09:00 h – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Maio
Dia 27
09:00 h – 15:00
Seminário São José
Pedreira
Junho
Dia 24
09:00 h – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Julho
Dia 22
09:00h – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Agosto
Dia 26
09:00 h – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Setembro
Dia 23
09:00 h 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Outubro
Dia 28
09:00 – 15:00
Centro de Pastoral – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Amparo
Novembro
Dia 25
09:00 -16:00
Seminário São José –
Pedreira


e-mail: secretariadovocacional.amparo@gmail.com

blog: pastoralvocacionalamparo.blogspot.com

Telefones: (19) 3807 5748 – Secretaria – Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Catedral Diocesana
                 (19) 3893 3292 – Seminário São José – Seminarista Lucas Lástoria

Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013

Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013



Novidades da Web da Jornada Mundial da Juventude
              Com novidades em relação à edições anteriores em outras cidades do mundo, está o site da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro de 2013.
              Esta grande Praça dos jovens internautas católicos de todo o mundo oferece em português notícias e outras facilidades para acompanhar os preparativos do encontro com Bento XVI na cidade carioca.
Na medida em que hajam voluntários tradutores para outras línguas, o site irá oferecendo seus conteúdos em várias línguas.
              Um novo recurso é "Siga a Cruz", um aplicativo para facilitar a interação e informação com os jovens do mundo. O aplicativo está disponível na web como uma ferramenta oficial da JMJ Rio 2013, que possibilitará, via celular ou tablet, seguir passo a passo o caminho dos dois símbolos da jornada – a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora - pelo Brasil. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado da web.
              Desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação da Comunidade Católica Canção Nova, a pedido do Instituto JMJ Rio2013, o aplicativo estará disponível em primeiro lugar para os usuários de dispositivos iPhone, iPad e iPod. Em breve será lançado a versão também para tablets e smartphones com plataforma Android.
             Os usuários podem também interagir com os amigos via Twitter e Facebook, traçar rotas detalhadas para o lugar onde se encontra a Cruz e acessar a galerias exclusivas de fotos.
O Brasil vive já em clima de Jornada Mundial da Juventude com a peregrinação dos dois ícones que, desde o dia 18 de setembro, estão no país. Os símbolos vão visitar todas as dioceses no Brasil e os países do Cone Sul, em preparação para o grande evento no Rio de Janeiro.

Fonte: Zenit 

19 de dez. de 2011

Mensagem de Natal - Dom Pedro Carlos Cipolini - Bispo Diocesano de Amparo


 Mensagem de Natal - Dom Pedro Carlos Cipolini - Bispo Diocesano de Amparo

Aos  queridos irmãos e irmãs no santo batismo,
aos sacerdotes e leigos de nossa  Diocese de Amparo,
saudação, paz e bênçãos no Senhor Jesus que  está entre nós!
 
Deus nos dá a graça de celebrar o natal. E o que celebramos? Celebramos sem dúvida o renascer da esperança. Como escreveu o poeta: uma criança nasceu e o mundo tornou a começar. Na perspectiva de um recomeço e de uma renovação da esperança é que podemos celebrar o natal. O profeta Isaías dá o tom da celebração e nos exorta: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: Criai ânimo, não tenhais  medo!  Vede, é vosso Deus, é a recompensa de Deus;  é Ele que vem para nos salvar”
( Is 35, 3-4).
No dia a dia percebemos como as preocupações tomam conta de nós e muitas vezes, na pressa, nos esquecemos de viver. Muitos se deixam levar pela rotina ou pelo desencanto. Ano velho, velhos problemas, muitos sem solução. E então? Vamos ficar no escuro? Não, a perspectiva que temos é luminosa. Uma luz brilhou nas trevas!
O Evangelho de S. Lucas narra o nascimento de Jesus e o convite feito aos pobres pastores, para que fossem os primeiros a visitá-lo. “Um anjo do Senhor se apresentou. A glória do Senhor envolveu os pastores no resplendor e eles se aterrorizaram. O anjo lhes disse: não temais. Dou-vos uma boa notícia, uma grande alegria para todo o povo. Hoje nasceu para vós na cidade de Davi o Salvador, o Messias e Senhor” (Lc 2, 8-11). Neste relato singelo e eloquente ao mesmo tempo, somos convidados a nos colocar junto com os pastores.
É necessário fazer-se pequeno, para perceber a grandeza do momento que celebramos. Os pastores são convidados, e nós também com eles, a nos deixar envolver pela luz de Deus. Jesus é luz que brilha na escuridão. Nas trevas deste mundo brilha a luz de Deus manifestada em Jesus. Como nós gostamos da luz! Natal, de certa forma, é a festa das luzes que enfeitam as cidades. E é mesmo festa de luzes. Somos todos convidados a nos deixar iluminar pela luz do menino Jesus. Ele tem o poder de liberar em nós as luzes que de forma egoísta retemos dentro de nós. Deixemo-nos iluminar por Ele e seremos capacitados a ser também nós, luz para o mundo.
Os anjos convidam à alegria. Quando nasce uma criança a alegria se espalha e o contentamento é compartilhado até com estranhos. A alegria do natal brota da fé em Deus, mas não em um Deus qualquer. Mas, fé em um Deus que nos ama e manifesta este amor vindo ao nosso encontro. Pode haver uma alegria maior do que a alegria de um encontro, onde o amor é o laço forte que une e unifica? Em Jesus Deus vem até nós, entra na história humana e nos salva. Se Deus faz parte da humanidade, se ele é passageiro nesta viagem, a humanidade está salva, pois atingirá sua meta, não há de fracassar.
Luz, alegria e paz, compõem o anúncio dos anjos no natal. Passamos o ano todo buscando a paz e sabemos como ela é valiosa. É um dom de Deus e devemos pedir incessantemente: dai-nos a paz, dai-nos Senhor a vossa paz! Mas a paz é também uma construção nossa. Somos nós que abrimos espaço para que o dom da paz possa se instalar e permanecer entre nós. Sejamos construtores da paz, apesar de nossa fragilidade. Sejamos construtores de um mundo de perdão e solidariedade. Sem estes valores não pode haver nem justiça nem paz.
Jesus nasce pobre, pequenino e frágil para que não nos desanimemos diante de nossas falhas e fraquezas. Ele nos enriquece com sua pobreza, para que possamos nos fortalecer na esperança. Quando Jesus nasce tudo se torna repleto de esperança. Deixemos que Ele nasça em nossos corações, para que a esperança nos alimente neste ano novo que iremos iniciar.
Onde há esperança não tem lugar para o medo. Caminhemos na esperança, porque Jesus é nosso companheiro de caminhada na estrada da vida.
Desejo a todos um Santo e feliz natal. Em especial desejo cumprimentar e agradecer a tantos irmãos e irmãs que encontrei nas minhas visitas pastorais pela Diocese este ano.  O encontro com tantas e tantas pessoas de boa vontade, que praticam o bem a partir de sua fé em Deus é um sinal de que o nascimento de Jesus não foi em vão. Agradeço os votos e mensagens recebidos e retribuo a todos
Vamos iniciar o novo ano com muita fé e esperança. A esperança não decepciona ( cf. Rm 5,5) e é nela que vos convido a caminhar neste ano que se inicia.
Sejam todos abençoados “em nome de Jesus”, contem sempre com minhas orações e atenção de pastor e pai.


Dom Pedro Carlos Cipolini
Bispo Diocesano de Amparo