16 de dez. de 2012

Reflexão vocacional

A Vocação Sacerdotal 


          Desde o Antigo Testamento, Deus nunca deixou de providenciar líderes a seu povo, revestindo-os com Sua força e constituindo alguns como Sacerdotes. Assim aconteceu com Aarão e seus filhos.
           Esse sacerdócio era uma prefiguração do Sacerdócio definitivo na Nova Aliança realizada no Sangue de Cristo. Nela, Jesus é o Único e Eterno Sacerdote que se oferece ao Pai de uma vez por todas pela salvação. Cristo escolhe bondosamente homens que tomem parte no Seu Sacerdócio. Os primeiros escolhidos foram os Doze Apóstolos que pela imposição das mãos, comunicaram esse sublime mistério a seus sucessores, de modo que a mesma graça concedida a eles continuasse sempre presente na Igreja.
            “O Sacerdote é considerado o homem de Deus. É um ser Humano que emprega a vida para dar culto a Deus, buscar a Deus, estudar Deus, conversar com Deus, falar em Deus, sentir Deus. É o homem religioso; é o homem sagrado. É o intermediário entre Deus e os homens; é a ponte: representa Deus aos olhos dos homens e os homens aos olhos de Deus” (Paulo VI).
            O Sacerdote é a presença viva de Cristo na Igreja. Ele age “na presença de Cristo”, ou seja, através dele, Cristo continua a santificar, governar e ensinar seus fiéis a se entregar ao Pai, tomando presente no “hoje” da história seu Sacrifício Redentor.
            Mesmo revestido de tão Grande dignidade, o Sacerdote é uma pessoa humana como as outras, sujeito a falhas e imperfeições. Aí se percebe que o Sacerdócio não é merecimento de ninguém, mas piro Dom definitivo. Manifesta-se assim a grandiosidade do poder de Deus, pois todo o bem realizado pelo sacerdote não vem dele próprio, e sim do Senhor.
            O sacerdócio é, pois, dom e mistério, como nos dizia o Papa João Paulo II. Dom imerecido por quem quer que seja devido ao mistério que o envolve: um simples homem ser o representante de Deus Altíssimo e agir com Sua autoridade, a ponto de Cristo declarar. “Quem vos recebe, a mim recebe” (Mt 10,40).
            Como chamou os Apóstolos, Jesus continuou a chamar outros durante toda a história da Igreja para que fossem “pescadores de Homens” (cf. Mc 1,17) e ainda na atualidade não Se cansa de dirigir Seu suave, e ao mesmo tempo, forte convite: “Vem e segue-me”. Ele chama aqueles que Ele quer (cf. Mc 3,13). Mas dos que chama espera sempre uma resposta. Muitos dizem sim como Maria, os primeiros discípulos, os Santos; outros, infelizmente, obstinam-se em se negar ao Serviço do Senhor.      
            Amigo leitor, quem sabe esteja querendo algum membro de sua família, um amigo seu, ou até você mesmo entre as fileiras dos ministros de Cristo... É uma grande missão. Contudo, o que importa é confiar em Deus e fazer como os primeiros Apóstolos que “... imediatamente deixando as redes, o seguiram” (Mc 1,18).

Fonte: http://pastoralvocacionalpa.no.comunidades.net

Pe. Eder e Pe. Bruno

Pe. Eder e Pe. Bruno, novos sacerdotes!






















             Ao Pe. Eder e ao Pe. Bruno nossas orações e felicitações por esse momento especial na vida deles, de seus familiares e de nossa Igreja que já conta com mais dois padres para o nosso presbitério. Pe. Eder Pradella de Oliveira participará dos trabalhos pastorais da Paróquia Sant'Ana, em Pedreira, assumindo a função de Vigário Paroquial, ajudando, assim, ao Pe. Adriano Broleze, e o Pe. Bruno Pereira Gandolphi ajudará nos trabalhos pastorais junto à Paróquia Beata Irmã Dulce, na cidade de Jaguariúna.

Dois novos padres para a Diocese de Amparo








Dom Pedro Carlos Cipolini e clero diocesano, na Paróquia de Santa Maria, em Jaguriúna - SP







No último dia 08 de dezembro na Matriz Santana de Pedreira às 15h00 aconteceu a missa de Ordenação Presbiteral do Diác. Eder Pradella. A celebração contou com a presença do clero de nossa Diocese e de padres vindos de outras dioceses, bem como dos outros diáconos, seminaristas e do povo que compareceu em grande número. A missa foi presidida por nosso bispo Dom Pedro Carlos Cipolini, e foi um momento especial para a nossa Igreja. Do mesmo modo ocorreu a missa de Ordenação Presbiteral do Diác. Bruno Pereira Gandolphi no último dia 12. Com muita alegria, todos novamente se reuniram na Matriz Santa Maria em Jaguariúna, onde as 19:30 teve início a missa de ordenação. As próximas ordenações serão dia 28 de dezembro na Matriz São José em Mogi Mirim do Diác. André Luiz Rossi e dia 05 de Janeiro do Diác. Flávio Ferreira na Matriz Santa Cruz também em Mogi Mirim.








13 de out. de 2012

REFLEXÃO VOCACIONAL


      PARA REFLETIR!!!

    É natural que, adolescentes e jovens em certo momento se perguntem: “Que buscarei para minha vida futura? Que ideais e porque caminhos me convém ir?” Além de investigar nos livros de estudos, certamente muitos deles observam as pessoas concretas como exemplos possíveis de ser imitadas.
A respeito, uma das passagens bíblicas que me impressionam por seu realismo e espontaneidade começa com uma pergunta, segue com um convite e uma breve convivência. Expressa uma pedagogia eficaz, que respeita profundamente a liberdade de quem procura recorrer seu próprio caminho.
- “Que buscais?”, pergunta Jesus a dois jovens, perto do rio Jordão.
O que se em seguida se pode denominar, com razão, uma “aula de mestre”.
Os jovens de hoje querem saber como vivem os “mestres”, tem interesse em particularidades das pessoas que lhes produzem admiração. No meio desta curiosidade, há uma busca da realidade mesma (coerência, verdade, sinceridade) do “ídolo” que supera as aparências.
A satisfação de busca destes jovens é mais completa quando o que é “desvelado” o é de maneira personalizada, sem artifícios  Justo aí, ocorrem excelentes provas vocacionais: os jovens, que já não suportam farisaísmos, são capazes de rechaçar ou abraçar para si mesmos este ou aquele modo de vida.
Deus é quem chama e constitui seus ministros para a evangelização e a cura de almas na Igreja. É também claro que “os sinos dos projetos terrenos” são muito forte nos ouvidos dos batizados, obstruindo ou obnubilando muitas vezes a “vox Dei” que está na brisa mansa (1Rs 19,12). Os espaços sociais carecem de silêncio, de meditação e “sintonia” para escutar o chamado divino; ao menos falta o silêncio interior. Porém Ele, como dono da Vinha, não a abandonará sem operários, Sua generosidade no chamamento se manifesta de múltiplas formas.
No processo de resposta à vocação ministerial não é estranha a presença de um mestre que, muito de perto, é como uma seta indicando a meta. Josué teve a Moisés como mestre, Samuel a Eli, Timóteo a Paulo… e assim por diante. O papa Paulo VI disse que o mundo moderno ouve mais às testemunhas que aos pregadores. João Paulo II reafirma a importância desse testemunho (PDV. 39), e é este o tema da mensagem de Bento XVI para o dia do Bom Pastor.
Eu tive a graça de contar com uma pessoa equilibrada, simples e orante em meus primeiros passos vocacionais. Ainda adolescente, me dispus a acompanhar-lhe algumas vezes em seus trabalhos de assistência às comunidades. Nestas oportunidades, mais que por suas palavras, me fez ver sua fidelidade e dedicação às pessoas sem esperar nada em troca, sempre disponível a ouvir e orientar sem arrogância  sem pressa, sem elucubrações  O referido sacerdote, ordenado por João Paulo II em 1980, não sabe o bem que me fez em seus “ silêncios”, em suas aulas “práticas”.
Em minhas atividades pastorais como seminarista sempre falei da vocação sacerdotal; como reitor do Seminário Menor procurei acompanhar aos vocacionados através de visitas às suas famílias, colégios e paróquias. Hoje -suponho- haverá algum deles (sacerdotes) para o qual aquelas visitas terão tido um significado positivo em sua decisão  mais que minhas palavras.
Evidentemente há muitos modos de chamamento ao sacerdócio ministerial, mas este processo, por assim dizer, “personalizado”, é evidente nas Sagradas Escrituras, e um dos mais eficazes na Historia da Igreja, até o dia de hoje. Se há sacerdotes que não vivem sua vocação  muitos mais são os que a vivem com intensidade de amor indiviso.
Creio que, nós sacerdotes, não devemos aparecer como uns “desencarnados” da realidade, angélicos ou artistas: fizemos uma opção pela qual entregamos a vida, sem temer a transparência de nossa humanidade, de nossos sentimentos, hábitos e limitações  Em tudo isto também haverá sinais de nossa configuração com Jesus Cristo a quem seguimos. O fundamental é que não nos falte amor e doação sincera ao que elegemos como ocupação neste mundo (Rm 8,35).
Então, queremos apresentar nossa “casa” aos jovens que perguntam: “Onde vives?”. Abrimos nossa porta para que vejam de perto em que consiste o “ mistério” que envolve nosso “ ministério”: estar no mundo sem ser do mundo. Que descubram eles mesmos a fonte de nossa alegria. Ao menor gesto de interesse, queremos dizer-lhes: “Vinde e vereis”.
Deixaremos que falem nossas ações, não nos distanciaremos; nossa vocação não é de “Mito”: em algum momento e sempre, o simulacro desaparece, e fica o que é. Na convivência com um ou outro jovem, já não seremos nós quem falaremos e sim Aquele em quem procuramos nos configurar. E, se algo em nós, mui humano e pouco divino, aparecer nesta aula prática não será motivo de susto para quem também viveu a circunstancia da debilidade. Não lhes passará despercebido nosso empenho na “messe” e, sobretudo, o encantamento que dedicamos ao Senhor. E além disso, o Espírito Santo –protagonista maior- fecundará a boa semente nos jovens que buscam definir suas futuras ocupações.
(Pe. Crésio Rodrigues / Direito Canónico em Pamplona-España).